Dias como hoje me deixam inspirada: chuvinha leve, tempo nublado e temperatura fresca. Passei o dia cuidando de mais alguns detalhes da nova decoração que venho fazendo no quarto da Alice e hoje mais do que os outros dias fiquei bastante feliz e entusiasmada com os resultados.
Já vinha com o desejo de fazer algumas modificações no quarto dela há algum tempo, mas só agora tive a oportunidade de fazê-las. Obviamente não estou fazendo exatamente as coisas como seria do meu gosto pessoal, pois aí não pareceria o quarto de uma criancinha pequena e sim talvez de uma jovem mocinha, o que não é a intenção no momento.
Mas como não poderia deixar de ser, estou colocando alguns detalhes que acho que combinam com ela e nossa família e estou ficando feliz com o resultado. Certamente no momento oportuno compartilharei o resultado final por aqui.
Toda essa imersão nesse universo infantil tem me deixado um tanto nostálgica e pensativa. Tive uma infância incrível e muito especial, cheia de fantasia e encanto e tenho pensado muito em como gostaria de proporcionar isso para minha pequena borboletinha.
E esses pensamentos vão um pouco mais longe, eles vão até o ponto em que penso no tanto que gostaria de trazer isso novamente para a minha vida também. Quando tudo se perdeu? Não sei. Mas não gostaria que fosse para sempre. Eu era muito feliz quando via e vivia a vida de outra forma, naquela época que a opinião dos outros não me importava, na época que os aparelhos tecnológicos não dominavam minha vida e naquela época maravilhosa que eu enxergava algo mágico em tudo, mesmo nas coisas mais básicas e cotidianas.

Tenho passado muito tempo pensando em como eu gostaria que algumas coisas fossem diferentes. Fico pensando na casa rústica, mas ao mesmo tempo delicada que gostaria de ter em alguma cidadezinha interiorana, nas porcelanas bonitas que teria para servir café com bolo de maçã, no quintal grande e com muitas árvores onde eu poderia ter não só um jardim, mas também uma horta e um pomar e claro, onde poderia criar meu casal de Golden Retrievers e onde a minha pequena borboleta poderia brincar livremente e voltar pra casa cheia de barro, como eu fazia na minha infância. Penso na casa decorada para as datas especiais para nós, no cheiro do pão assando no forno à lenha, no final de tarde numa cadeira confortável na varanda.
Não são coisas impossíveis de conseguir, se formos comparar com o desejo da maioria das pessoas, mas ainda assim não quer dizer que serão fáceis ou num curto período de tempo e confesso que isso me aflige um pouco. Não sou uma pessoa urbana, constatei.
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E sempre que penso nessas coisas, a primeira coisa que me vem à cabeça é O Pequeno Urso. Passei a minha infância inteira assistindo esse desenho e devaneando sobre como queria viver como e com eles. E hoje, nesse momento de nostalgia, comecei a rever os episódios e fui tomada novamente por aquele sentimento bom e feliz que eu tinha há mais de 20 anos atrás quando assistia. É tão bom ver inocência, pureza, amizades verdadeiras e simplicidade, mesmo que seja apenas em um desenho.
A gente não deveria deixar de ser criança nunca, né?!